{"id":74,"date":"2016-07-14T21:57:33","date_gmt":"2016-07-14T21:57:33","guid":{"rendered":"https:\/\/tecnologia.ufpr.br\/dtt\/?page_id=74"},"modified":"2018-11-29T19:51:34","modified_gmt":"2018-11-29T21:51:34","slug":"colegiado","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/tecnologia.ufpr.br\/dtt\/contato\/colegiado\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\">O DEPARTAMENTO DE TRANSPORTES E O CURSO DE ENGENHARIA CIVIL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARAN\u00c1: UM RESGATE HIST\u00d3RICO<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1498 alignleft\" style=\"float: left;padding: 0 1em 0 0.2em\" src=\"https:\/\/tecnologia.ufpr.br\/dtt\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2017\/04\/sa3-300x225-300x225.jpg\" alt=\"sa3-300x225\" width=\"303\" height=\"227\" srcset=\"https:\/\/tecnologia.ufpr.br\/dtt\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2017\/04\/sa3-300x225.jpg 300w, https:\/\/tecnologia.ufpr.br\/dtt\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2017\/04\/sa3-300x225-160x120.jpg 160w\" sizes=\"(max-width: 303px) 100vw, 303px\" \/><\/p>\n<p>A Universidade do Paran\u00e1 foi idealizada na \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo dezenove pelo historiador e jornalista Jos\u00e9 Francisco da Rocha Pombo que por sua iniciativa conseguiu mobilizar parte da sociedade curitibana e paranaense no sentido de fundar uma entidade de ensino que oferecesse forma\u00e7\u00e3o de n\u00edvel superior aos nascidos na \u00faltima prov\u00edncia a ser criada pelo Imp\u00e9rio Brasileiro tendo, inclusive, feito lan\u00e7ar sua pedra fundamental em 1892, em um terreno doado pela Prefeitura Municipal de Curitiba, no local onde hoje est\u00e1 situada a Pra\u00e7a Ouvidor Pardinho.<\/p>\n<p>Em vista das dificuldades pol\u00edticas e econ\u00f4micas associadas a Revolu\u00e7\u00e3o Federalista, desencadeada pelo golpe de estado de Floriano Peixoto, o primeiro da rep\u00fablica ainda incipiente, sua funda\u00e7\u00e3o foi abortada naquele momento dif\u00edcil e ficou adormecida at\u00e9 ser novamente retomada na segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo seguinte, em 1911, aproveitando facilidades oferecidas pelo Decreto Federal n\u00ba 8.659 de abril de 1911, a Lei Org\u00e2nica do Ensino Superior, tamb\u00e9m chamada de Lei Rivadavia Correia.<\/p>\n<p>Essa lei, institu\u00eda a desoficializa\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o e adotava a liberdade de gest\u00e3o, retirando o monop\u00f3lio federal do ensino e dispensando a partir de ent\u00e3o a exig\u00eancia da equipara\u00e7\u00e3o das faculdades fundadas por iniciativa privada, a Cursos Oficiais existentes, tornando com isso poss\u00edvel a cria\u00e7\u00e3o de faculdades de ensino superior, por iniciativa particular.<\/p>\n<p>A Faculdade de Engenharia do Paran\u00e1, com Cursos de Engenharia Civil e de Agronomia, constituiu-se ent\u00e3o como uma das tr\u00eas faculdades pioneiras que juntas, pela iniciativa de Nilo Cairo, Victor Ferreira do Amaral e Silva e outros luminares da sociedade curitibana, formaram aquela que por eles passou a ser denominada de Universidade do Paran\u00e1, em 19 de dezembro de 1912. Foram suas cong\u00eanitas a Faculdade de Direito, com os Cursos de Direito e Com\u00e9rcio e a Faculdade de Medicina que abrigava os Cursos de Medicina e Cirurgia, Farm\u00e1cia, Odontologia e Obstetr\u00edcia, prevendo ainda a cria\u00e7\u00e3o do Curso de Veterin\u00e1ria.<\/p>\n<p>Na Ata da Primeira Se\u00e7\u00e3o Congregacional da Faculdade de Engenharia, realizada no dia 21 de dezembro de 1912, presidida pelo Professor Doutor Affonso Augusto Teixeira de Freitas e secretariada pelo Doutor Nilo Cairo ficava estabelecido de imediato, o rol das disciplinas que passariam a compor o Curr\u00edculo Escolar para os cinco anos do Curso de Engenharia Civil. Entre elas estava o g\u00e9rmen do que viria, d\u00e9cadas mais tarde, a constituir-se no atual Departamento de Transportes. Assim em seu 5\u00ba ano, figurava entre outras, a 19\u00aa Cadeira: Estradas, Pontes e Viadutos; Estradas de Ferro e Tr\u00e1fego, sob a responsabilidade did\u00e1tica do Professor Engenheiro Civil Jos\u00e9 Niepce da Silva.<\/p>\n<p>Considerando a necessidade, gerada pelo preparo insuficiente dos ingressantes, de serem ministradas disciplinas proped\u00eauticas de matem\u00e1tica b\u00e1sica de n\u00edvel m\u00e9dio e desenho linear e de escritura\u00e7\u00e3o mercantil, no primeiro ano do curso, ficou decidido que a dura\u00e7\u00e3o do curso seria elevada, nesse in\u00edcio, para seis anos de extens\u00e3o, para que n\u00e3o ficassem sobrecarregadas as disciplinas do 5\u00ba Ano. Dessa forma, passaram para o 6\u00ba ano, tr\u00eas disciplinas: \u201cEstradas, pontes e viadutos\u201d, \u201cRios, canais e portos de mar\u201d e \u201cEconomia pol\u00edtica, estat\u00edstica e direito administrativo\u201d.<\/p>\n<p>Entretanto, em virtude do Decreto n\u00ba 11.530, de 18 de mar\u00e7o de 1915, conhecido como Lei Maximiliano, pouco depois, desmembrou-se a Universidade do Paran\u00e1 em suas tr\u00eas faculdades originais que passariam, a partir de 24 de novembro de 1915, a gozar de autonomia administrativa. Isso foi necess\u00e1rio, porquanto o citado decreto voltava a exigir a equipara\u00e7\u00e3o das entidades de ensino superior e m\u00e9dio a organismos oficialmente reconhecidos, sendo que at\u00e9 aquele momento, ainda n\u00e3o havia no pa\u00eds nenhuma Universidade oficial assim reconhecida.<\/p>\n<p>Assim, a partir dessa data, as tr\u00eas Faculdades do Paran\u00e1 passavam a ter vida administrativa pr\u00f3pria, obrigadas a submeterem-se ao Regime de Inspe\u00e7\u00e3o Federal, entretanto, mantendo-se abrigadas no mesmo edif\u00edcio que constru\u00edram e respeitando as normas e regulamentos internos, ditados pelo Regimento da Universidade do Paran\u00e1 e submetendo-se, ainda que extraoficialmente, a autoridade de um Diretor Geral, desta que passou a ser tratada ent\u00e3o como Federa\u00e7\u00e3o das Faculdades do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Nos anos seguintes, as tr\u00eas Faculdades Federadas partiram, de acordo com suas possibilidades e individualmente, em busca da desejada equipara\u00e7\u00e3o a cursos oficias reconhecidos oficialmente no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Assim, como havia feito em primeiro lugar, a Faculdade de Direito, em 1919, a Faculdade de Engenharia do Paran\u00e1 obteve tamb\u00e9m a sua Inspe\u00e7\u00e3o preliminar e depois, em 19 de agosto de 1920, espelhando-se na Escola Polit\u00e9cnica do Rio de Janeiro e satisfazendo a todas as exig\u00eancias legais, foi considerada como equiparada \u00e0s suas cong\u00eaneres oficiais. Posteriormente, em 1922, devido a suas especificidades, foi finalmente equiparada, tamb\u00e9m, a Faculdade de Medicina do Paran\u00e1, \u00faltima das tr\u00eas irm\u00e3s federadas a ser distinguida com tal l\u00e1urea.<\/p>\n<p>No ano de sua equipara\u00e7\u00e3o, constavam no elenco de disciplinas ministradas, no 4\u00ba ano do Curso de Engenharia Civil: \u201cEstradas, pontes e viadutos\u201d, lecionada por Artur Martins Franco e \u201cRios, canais e portos\u201d, lecionada por Jo\u00e3o Moreira Garc\u00eas e posteriormente, por Luiz Orsini de Castro.<\/p>\n<p>Em 1937, foi criada tamb\u00e9m a Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras do Paran\u00e1, incorporando-se \u00e0s outras tr\u00eas Faculdades, para constituir com elas o um n\u00facleo de agrega\u00e7\u00e3o que justificasse a exist\u00eancia de uma Universidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o esmoreceram nunca os paranaenses do objetivo de reconhecimento federal da sua t\u00e3o desejada Universidade e, finalmente, ap\u00f3s o t\u00e9rmino do estado de exce\u00e7\u00e3o implantado pela Revolu\u00e7\u00e3o de 1930, pelo Decreto n\u00ba 9.323, de 6 de junho de 1946, assinado pelo Presidente Eurico Gaspar Dutra, volta a Universidade do Paran\u00e1 a ser reconhecida como uma unidade de ensino superior, composta por suas tr\u00eas Faculdades originais e mais, pela nova Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras, com \u201cstatus\u201d de Universidade Livre e com a aprova\u00e7\u00e3o unanime, em seus Estatutos, de que esta Universidade era aquela mesma, fundada em 19 de dezembro de 1912, porquanto nunca tinha sofrido lapso de continuidade em sua fun\u00e7\u00e3o agregadora das Faculdades que a compuseram em sua gloriosa funda\u00e7\u00e3o. \u00c9 digno de registro que esse reconhecimento veio a coroar com \u00eaxito os ingentes esfor\u00e7os do futuro Reitor, Doutor Jo\u00e3o Ribeiro de Macedo Filho, \u00e0 \u00e9poca, Presidente da Congrega\u00e7\u00e3o da Faculdade de Direito do Paran\u00e1, resoluto, persistente e, as vezes solit\u00e1rio batalhador pela causa da almejada reunifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um ano antes, em 1945, constavam no rol das disciplinas do Curso de Engenharia Civil, no 4\u00ba Ano: \u201cEstradas de ferro e de rodagem\u201d; e, no 5\u00ba Ano: \u201cPontes e grandes estruturas\u201d e ainda, \u201cPortos de mar, rios e canais\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 interessante registrar que em janeiro de 1950, o Presidente da Congrega\u00e7\u00e3o da Faculdade de Engenharia da Universidade do Paran\u00e1, Professor Pl\u00ednio Tourinho, prop\u00f4s a altera\u00e7\u00e3o do nome da entidade de ensino de engenharia, para Escola de Engenharia da Universidade do Paran\u00e1, seguindo o exemplo de outras importantes institui\u00e7\u00f5es similares do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em 4 de dezembro de 1953, atendendo o Governo Federal a uma antiga reivindica\u00e7\u00e3o da sociedade paranaense, a Universidade do Paran\u00e1 \u00e9 enfim federalizada pela Lei n\u00ba 1.254, passando, a partir de ent\u00e3o, a ser denominada como Universidade Federal do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>O crescimento da procura por vagas nos cursos oferecidos pela Escola de Engenharia, a inten\u00e7\u00e3o de ampliar a oferta de cursos e a percep\u00e7\u00e3o de que ficavam acanhadas as instala\u00e7\u00f5es a ela destinadas no edif\u00edcio da Universidade do Paran\u00e1, deram ensejo, nos dois anos finais da d\u00e9cada de 1950, j\u00e1 sob a dire\u00e7\u00e3o do Reitor Dr. Fl\u00e1vio Suplicy de Lacerda, ao in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o do Centro Polit\u00e9cnico da Universidade Federal do Paran\u00e1, em terreno localizado no Jardim das Am\u00e9ricas, em Curitiba. Esse conjunto de modernas edifica\u00e7\u00f5es, projetadas pelo Engenheiro Civil e Arquiteto Rubens Meister, destinava-se a abrigar a Escola de Engenharia com todos os seus cursos j\u00e1 existentes e planejados.<\/p>\n<p>Nessa mesma \u00e9poca (1960) seguindo uma tend\u00eancia em curso em todas as Universidades Federais do pa\u00eds e tamb\u00e9m aproveitando a oportunidade proporcionada pela iminente mudan\u00e7a de instala\u00e7\u00f5es, foi aprovado no \u00e2mbito da Escola de Engenharia, um novo regulamento para o Curso de Engenharia Civil assim como para todos os seus novos cursos, com previs\u00e3o de reestrutura\u00e7\u00e3o de suas atividades de ensino. At\u00e9 aquela \u00e9poca, o Curso era estruturado em s\u00e9ries e suas disciplinas agrupadas em C\u00e1tedras que englobavam uma ou mais delas, conforme suas afinidades. Essas C\u00e1tedras eram de reponsabilidade de um Professor Catedr\u00e1tico vital\u00edcio, escolhido por aprova\u00e7\u00e3o em um exigente concurso acad\u00eamico. A partir de ent\u00e3o foi implantado o conceito de Ciclos e os Curr\u00edculos dos Cursos foram divididos em Ciclos B\u00e1sicos e Profissionalizantes.<\/p>\n<p>As disciplinas mais afins dos cursos foram reagrupadas em novas Cadeiras, inclu\u00eddas ou n\u00e3o entre aquelas componentes das antigas e tradicionais C\u00e1tedras. As novas Cadeiras foram agrupadas em Departamentos destinados a congregar aquelas mais aproximadas com as especialidades profissionais dos cursos de cujo rol eram parte integrante.<\/p>\n<p>Na Escola de Engenharia, foram constitu\u00eddos assim, 15 Departamentos, a saber: dois Departamentos para disciplinas do Ciclo B\u00e1sico (Matem\u00e1tica e F\u00edsica); tr\u00eas Departamentos Profissionalizantes, para cada um dos cursos oferecidos at\u00e9 ent\u00e3o pela Escola (Engenharias Civil, Mec\u00e2nica, El\u00e9trica e Arquitetura e Urbanismo) e um Departamento de Estat\u00edstica, Economia e Administra\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m, como os dois primeiros deveria atender a todos os cursos j\u00e1 existentes. Esses novos departamentos foram dotados de estrutura administrativa, passando a ter o encargo de gerir a administra\u00e7\u00e3o escolar a partir de ent\u00e3o. Especificamente, o curso de Engenharia Civil passou a ser formado por tr\u00eas Departamentos Profissionalizantes: Constru\u00e7\u00e3o Civil; Hidr\u00e1ulica e Saneamento e Cartografia e Via\u00e7\u00e3o. Este \u00faltimo englobava as \u201cCadeiras de Topografia\u201d, \u201dGeod\u00e9sia\u201d e \u201cEstradas de ferro e de rodagem\u201d.<\/p>\n<p>Reestrutura\u00e7\u00e3o semelhante deu-se tamb\u00e9m nas outras Faculdades da Universidade Federal do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Esse novo sistema consolidou-se acarretando, em 1967, a completa extin\u00e7\u00e3o do antigo sistema de C\u00e1tedras sendo os Professores Catedr\u00e1ticos transformados em Professores Titulares e inseridos em uma carreira acad\u00eamica \u00e0 parte e sem as prerrogativas administrativas que anteriormente, lhes competiam.<\/p>\n<p>Em 1970, pelo Decreto de 21 de maio de 1970, sobreveio a Reforma Universit\u00e1ria que inovou implantando duas denomina\u00e7\u00f5es gerais, apenas: os Institutos, destinados ao ensino universit\u00e1rio b\u00e1sico ou fundamental e \u00e0 pesquisa b\u00e1sica e as Faculdades, para as institui\u00e7\u00f5es destinadas ao ensino de car\u00e1ter profissional e \u00e0 pesquisa aplicada.<\/p>\n<p>Assim, a Escola de Engenharia da UFPR, que voltando a ter o nome de Faculdade, foi desmembrada e dela teve extra\u00eddos tr\u00eas Institutos subsidi\u00e1rios (Matem\u00e1tica, F\u00edsica e Geoci\u00eancias), para os quais foram transferidas as disciplinas de car\u00e1ter fundamental e proped\u00eautico dos curr\u00edculos originais de todos os cursos, mantendo-se a mesma Faculdade com os seus Departamentos Profissionalizantes j\u00e1 estabelecidos, por\u00e9m com algumas adapta\u00e7\u00f5es. Assim, o Curso de Engenharia Civil que por, reconhecidamente, ter grande diversidade e amplitude em suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o, manteve seus tr\u00eas departamentos direcionados \u00e0s suas tr\u00eas principais especialidades profissionais (Constru\u00e7\u00e3o Civil, Hidr\u00e1ulica e Saneamento e o terceiro passando a ser denominado de Departamento de Transportes). Os outros tr\u00eas Cursos, mais recentemente criados e j\u00e1 em andamento, tiveram por conveni\u00eancia e economia, os seus departamentos, criados na reforma anterior, condensados em departamentos \u00fanicos, com denomina\u00e7\u00f5es correspondentes a eles (Engenharia Mec\u00e2nica, Engenharia El\u00e9trica e Arquitetura e Urbanismo). Finalmente, foi criado tamb\u00e9m o Departamento de Estat\u00edstica, Economia e Administra\u00e7\u00e3o que teria por miss\u00e3o, atender a todos os cursos anteriores.<\/p>\n<p>Em 1973, a universidade Federal do Paran\u00e1 passa pela mais dr\u00e1stica reforma de sua hist\u00f3ria. Desta vez, foram extintos os Institutos e as tradicionais Faculdades. Assim, extinta a sexagen\u00e1ria Faculdade de Engenharia do Paran\u00e1, teve ela suas unidades remanejadas e absorvidas pelo que passou a chamar-se: \u201cSetor de Tecnologia da Universidade Federal do Paran\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>Essa nova entidade passou a ser composta pelos diversos departamentos que compunham as extintas faculdades e institutos, sendo, tr\u00eas deles ainda atinentes ao Curso de Engenharia Civil, o qual tendo em vista a amplitude do campo de atua\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o, justificava ao seu curr\u00edculo proporcionar as suas tr\u00eas op\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas consagradas, isto \u00e9: Constru\u00e7\u00e3o Civil; Hidr\u00e1ulica e Saneamento e Transportes. Com eles foram mantidos tamb\u00e9m os Departamentos de Engenharia Mec\u00e2nica, Engenharia El\u00e9trica, Arquitetura e Urbanismo. Criaram-se os Departamentos de Geoci\u00eancias, oriundo do Instituto de mesmo nome, o de Tecnologia Qu\u00edmica que passou a congregar a parte profissionalizante da antiga Faculdade de Engenharia Qu\u00edmica e o de Tecnologia Farmac\u00eautica, com as disciplinas profissionalizantes da antiga Faculdade de Farm\u00e1cia e finalmente, foi extinto o Departamento de Estat\u00edstica, Economia e Administra\u00e7\u00e3o, cujas disciplinas passaram \u00e0 responsabilidade do Departamento de Transportes.<\/p>\n<p>Reconfigurada, inicialmente, a agora Centen\u00e1ria Universidade do Paran\u00e1, passou a ser formada, al\u00e9m do Setor de Tecnologia, pelos Setores de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias, de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas, Ci\u00eancias Exatas, Ci\u00eancias Sociais, Ci\u00eancias Jur\u00eddicas, Letras e Artes e mais recentemente, pelo Setor de Ci\u00eancias da Terra e ainda mostra hoje sua grande vitalidade com a constitui\u00e7\u00e3o de novos Setores e expans\u00f5es direcionadas ao litoral e interior do Estado do Paran\u00e1, possuindo, em 2016, quatorze Setores e um Campus Avan\u00e7ado, na cidade de Jandaia do Sul,.<\/p>\n<p>Assim, criado na d\u00e9cada de 1960, mas carregando a tradi\u00e7\u00e3o da tamb\u00e9m Centen\u00e1ria Faculdade de Engenharia do Paran\u00e1, o Departamento de Transportes congrega hoje, 18 disciplinas de Engenharia Civil relacionadas com o projeto e a constru\u00e7\u00e3o de vias de transporte rodovi\u00e1rio e ferrovi\u00e1rio, portos, aeroportos e hidrovias, incluindo o manejo ambiental necess\u00e1rio \u00e0 sua implanta\u00e7\u00e3o, tr\u00e1fego e mobilidade urbana, administra\u00e7\u00e3o e economia de engenharia, servindo tamb\u00e9m, com suas disciplinas a diversos outros cursos do Setor em que est\u00e1 inserido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pesquisa: Prof. Camilo Borges Neto<\/p>\n<p>Refer\u00eancias: Puppi, Ildefonso C. &#8211; Fatos e reminisc\u00eancias da faculdade. Funda\u00e7\u00e3o Universidade do Paran\u00e1, 1986. Curitiba\/PR.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O DEPARTAMENTO DE TRANSPORTES E O CURSO DE ENGENHARIA CIVIL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARAN\u00c1: UM RESGATE HIST\u00d3RICO A Universidade do Paran\u00e1 foi idealizada na \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo dezenove pelo historiador e jornalista Jos\u00e9 Francisco da Rocha Pombo que por sua iniciativa conseguiu mobilizar parte da sociedade curitibana e paranaense no sentido de fundar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1011,"featured_media":1498,"parent":2216,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tecnologia.ufpr.br\/dtt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/74"}],"collection":[{"href":"https:\/\/tecnologia.ufpr.br\/dtt\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/tecnologia.ufpr.br\/dtt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tecnologia.ufpr.br\/dtt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1011"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tecnologia.ufpr.br\/dtt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74"}],"version-history":[{"count":50,"href":"https:\/\/tecnologia.ufpr.br\/dtt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/74\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2213,"href":"https:\/\/tecnologia.ufpr.br\/dtt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/74\/revisions\/2213"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tecnologia.ufpr.br\/dtt\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2216"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tecnologia.ufpr.br\/dtt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1498"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tecnologia.ufpr.br\/dtt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}