{"id":212,"date":"2013-09-11T09:02:57","date_gmt":"2013-09-11T12:02:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cau.ufpr.br\/?page_id=212"},"modified":"2021-01-14T14:49:55","modified_gmt":"2021-01-14T17:49:55","slug":"apresentacao-3","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/tecnologia.ufpr.br\/cau\/apresentacao-3\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">O Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paran\u00e1 (CAUUFPR) foi constitu\u00eddo em 1962\/63 num momento singular da hist\u00f3ria do pa\u00eds. Quando a moderna arquitetura brasileira adquiriu maturidade e reconhecimento mundial, entre outras obras pela constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia. Foi tamb\u00e9m quando o governo federal, respondendo \u00e0 sociedade civil organizada, ampliou a rede p\u00fablica de ensino superior criando centros de forma\u00e7\u00e3o em arquitetura nas principais regi\u00f5es em desenvolvimento do pa\u00eds.<\/p>\n<p align=\"justify\">No contexto hist\u00f3rico de origem dessa escola encontra\u00b7 se o desabrochar econ\u00f4mico e social do Estado do Paran\u00e1 e de sua capital Curitiba. O surto desenvolvimentista que varreu os planaltos paranaenses ao longo da segunda metade do s\u00e9culo XX gerou o ambiente prop\u00edcio para a difus\u00e3o e experimenta\u00e7\u00e3o de id\u00e9ias modernizadoras. Entre essas duas se confundem no tempo e no espa\u00e7o \u00b7 a ado\u00e7\u00e3o de novas linguagens para estrutura\u00e7\u00e3o f\u00edsica e espacial da sociedade e a tentativa de planifica\u00e7\u00e3o do processo de desenvolvimento.<\/p>\n<p align=\"justify\">E o CAUUFPR desempenhou papel decisivo para que ambas florescessem, credenciando\u00b7 se como o primeiro v\u00ednculo org\u00e2nico do Paran\u00e1 com o movimento internacional de arquitetura. Atrav\u00e9s do ensino, os professores pioneiros moldaram gera\u00e7\u00f5es de estudantes, iniciando\u00b7 os nas diversas tend\u00eancias arquitet\u00f4nicas. Aos poucos os arquitetos foram estabelecendo novas bases e padr\u00f5es de desenho para os espa\u00e7os, edif\u00edcios e o ambiente em transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">At\u00e9 1962 havia menos arquitetos que os dedos de uma m\u00e3o trabalhando no Paran\u00e1 . Antes disso eram desenhistas e engenheiros que projetavam os edif\u00edcios e as cidades. Raramente e quando poss\u00edvel contratavam\u00b7 se profissionais de outros estados e pa\u00edses \u00b7 como foram os casos do engenheiro Prestes Maia ou do arquiteto franc\u00eas Alfredo Agache. Foi tamb\u00e9m essa a origem de alguns edif\u00edcios projetados por Vilanova Artigas em Londrina e Curitiba. Ou ainda, das obras comemorativas ao centen\u00e1rio de emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Paran\u00e1, destacando\u00b7 se o projeto do Centro C\u00edvico de Curitiba coordenado por David Xavier Azambuja. Tanto Artigas quanto Azambuja eram curitibanos que migraram para estudar arquitetura em S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro e, por l\u00e1 ficaram.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ao inovador programa de ensino de L\u00facio Costa para a Escola Nacional de Belas\u00b7 Artes no Rio de Janeiro em 1930\/31, seguiram\u00b7 se in\u00fameras a\u00e7\u00f5es no plano institucional, educacional e cultural que prepararam o solo para a expans\u00e3o do n\u00famero de escolas de arquitetura no Brasil. Aos poucos foram delineando\u00b7 se os contornos das atribui\u00e7\u00f5es legais da profiss\u00e3o, assim como foram desenhados os primeiros curr\u00edculos e perfis profissionais a partir de debates de car\u00e1ter e abrang\u00eancia nacional. Em decorr\u00eancia disso gerou\u00b7 se a bandeira pela autonomia da forma\u00e7\u00e3o do arquiteto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s antigas escolas de engenharia e belas\u00b7 artes. Situa\u00e7\u00e3o que de forma nenhuma ocorreu de maneira &#8216;autom\u00e1tica ou pura&#8217;. Ao contr\u00e1rio, a cria\u00e7\u00e3o dos novos cursos e escolas adaptou\u00b7 se \u00e0s condi\u00e7\u00f5es objetivas e subjetivas de cada local. Principalmente naquelas regi\u00f5es distantes dos centros de forma\u00e7\u00e3o tradicionais.<\/p>\n<p align=\"justify\">Como o Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPR, criado em 1962 a partir de gest\u00f5es iniciadas por uma comiss\u00e3o especial de professores da Escola de Engenharia do Paran\u00e1. Enquanto pol\u00edtica oficial tal decis\u00e3o integra as estrat\u00e9gias dirigidas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de uma elite dirigente local com vistas \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o da sociedade paranaense. E os arquitetos foram profissionais a quem se atribui um papel na organiza\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio e da sociedade atrav\u00e9s da elabora\u00e7\u00e3o de planos e projetos expressivos do desejo de progresso e modernidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para o funcionamento da escola de arquitetura local foi necess\u00e1rio migrarem arquitetos de diferentes regi\u00f5es e tradi\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas. Parte significativa dos professores e arquitetos pioneiros vieram de S\u00e3o Paulo e do Rio de Janeiro. Por\u00e9m, contribu\u00edram tamb\u00e9m nessa transfus\u00e3o profissionais vindos de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, al\u00e9m daqueles recrutados na pr\u00f3pria regi\u00e3o. Com o funcionamento regular da escola o Paran\u00e1 tornou\u00b7 se um centro difusor de tecnologia nessa \u00e1rea. Pode\u00b7 se afirmar que a hist\u00f3ria da moderna arquitetura paranaense deve suas origens \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do CAUUFPR.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nas quatro d\u00e9cadas de funcionamento o CAUUFPR viveu a forma\u00e7\u00e3o e a aposentadoria de um quadro docente. E hoje transita para a capacita\u00e7\u00e3o de uma segunda gera\u00e7\u00e3o de jovens professores. Durante esses anos passaram por suas salas de aula 39 turmas, resultando na forma\u00e7\u00e3o de cerca de 1500 arquitetos e urbanistas. Podemos dividir essa hist\u00f3ria em quatro fases:<\/p>\n<blockquote>\n<p align=\"justify\"><strong>1.<\/strong>&nbsp;A fase germinal, compreendendo as a\u00e7\u00f5es empreendidas para a cria\u00e7\u00e3o do curso, antes mesmo de iniciar as aulas em 1962 e estendendo\u00b7 se at\u00e9 forma\u00e7\u00e3o da 1a turma de engenheiros\u00b7 arquitetos em 1965;<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>2.<\/strong>&nbsp;A fase de estrutura\u00e7\u00e3o, caracterizada pela organiza\u00e7\u00e3o dos Departamentos de Composi\u00e7\u00e3o e de Teoria e Hist\u00f3ria da Arquitetura em 1965 e culminando com a fus\u00e3o dos dois primeiros para constituir o Departamento de Arquitetura em 1971, enquadrando o curso nas diretrizes da Reforma Universit\u00e1ria de 1969;<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>3.<\/strong>&nbsp;A fase de amadurecimento, atravessando as d\u00e9cadas de 70\/80 at\u00e9 meados dos anos 90, quando mais da metade do corpo docente original j\u00e1 se afastara das salas de aula, a maioria por motivos de aposentadoria;<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>4.<\/strong>&nbsp;A fase de reformula\u00e7\u00e3o, que teve in\u00edcio em 1994 no bojo dos processos de restrutura\u00e7\u00e3o do atual curr\u00edculo e recomposi\u00e7\u00e3o do corpo docente da escola.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"justify\">A fase germinal<\/p>\n<p align=\"justify\">A Escola de Engenharia da UFPR constituiu uma comiss\u00e3o especial de professores com os engenheiros Rubens Meister, Ralph Leitner e Samuel Chamecki. A comiss\u00e3o chegou inclusive a encomendar a L\u00facio Costa uma proposta de curr\u00edculo. Assessorados por dois jovens professores de Belo Horizonte, os arquitetos Jos\u00e9 Marcos Loureiro Prado e Armando Strambi, formulou\u00b7 se a estrutura e organiza\u00e7\u00e3o curricular do novo curso aos moldes do que se praticava no Pa\u00eds. Realizado o concurso de ingresso, facultou\u00b7 se tamb\u00e9m o acesso ao curso para estudantes e profissionais de engenharia. As aulas iniciaram em 1963 com os 20 estudantes que compunham a primeira turma.<\/p>\n<p align=\"justify\">O corpo docente pioneiro foi constitu\u00eddo a partir da transfus\u00e3o de duas linhas b\u00e1sicas de ensino e projeto: a carioca e a paulista, atrav\u00e9s da migra\u00e7\u00e3o desses profissionais para Curitiba. Nos pr\u00f3ximos anos outros arquitetos, dessas e de outras origens agregaram\u00b7 se ao curso.<\/p>\n<p align=\"justify\">A fase de estrutura\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"justify\">Em 14.04.65 a Escola de Engenharia do Paran\u00e1 formalmente constituiu os Departamentos de Composi\u00e7\u00e3o e de Teoria e Hist\u00f3ria da Arquitetura, contratando arquitetos para cumprir as fun\u00e7\u00f5es docentes e administrativas referentes a essas \u00e1reas. As disciplinas t\u00e9cnicas eram responsabilidade do Departamento de T\u00e9cnicas Construtivas j\u00e1 existente no Curso de Engenharia. O curso de arquitetura era subordinado \u00e0 dire\u00e7\u00e3o da Escola de Engenharia. Outros departamentos da UFPR colaboravam para ministrar as disciplinas de \u00e1reas complementares \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do arquiteto, tais como: desenho, topografia, sociologia, economia, estat\u00edstica, etc.<\/p>\n<p align=\"justify\">A fase de amadurecimento<\/p>\n<p align=\"justify\">A reforma universit\u00e1ria de 1969 definiu a cria\u00e7\u00e3o do Setor de Tecnologia da UFPR e a antiga Escola de Engenharia transformou\u00b7 se em Curso de Engenharia, com v\u00e1rias especialidades organizadas em departamentos. O Curso de Arquitetura e Urbanismo ficou subordinado \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do Setor de Tecnologia, que congregava outras carreiras como: F\u00edsica, Geologia, Qu\u00edmica, etc. Em 22.03.72 foi criado o Colegiado do Curso de Arquitetura e Urbanismo para administrar o conjunto de disciplinas ministradas pelos demais departamentos no curr\u00edculo do CAUUFPR. Somente em 05.10.73 foi criado o Departamento de Arquitetura e Urbanismo (DARQ) a partir da fus\u00e3o dos Departamentos de Composi\u00e7\u00e3o e Teoria e Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os anos 70 e 80 foram de intensa atividade projetual para os arquitetos paranaenses. O curso e a profiss\u00e3o ganharam visibilidade e import\u00e2ncia atrav\u00e9s da bem sucedida participa\u00e7\u00e3o desses profissionais (professores, alunos e ex\u00b7 alunos do curso) em diferentes \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. A legitima\u00e7\u00e3o social referida pode ser atribu\u00edda entre outros fatores, aos que seguem abaixo:<\/p>\n<blockquote>\n<p align=\"justify\">\u00b7 \u00c0 amplia\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, com o conseq\u00fcente aumento das encomendas por projetos e a efetiva resposta dos profissionais;<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00b7 \u00c0s diversas premia\u00e7\u00f5es obtidas pelos arquitetos e professores do curso em concursos de arquitetura desde os anos 60 at\u00e9 o final dos 70;<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00b7 \u00c0 bem sucedida administra\u00e7\u00e3o municipal do arquiteto Jaime Lerner na prefeitura de Curitiba e a institucionaliza\u00e7\u00e3o do processo de planejamento urbano nessa cidade;<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00b7 \u00c0s transforma\u00e7\u00f5es na paisagem das cidades paranaenses oriundas de projetos e planos urban\u00edsticos capitaneados por equipes de arquitetos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"justify\">Em grande parte esses arquitetos fizeram escola no CAUUFPR, cuja sistem\u00e1tica a\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de jovens arquitetos e urbanistas abriu novo cap\u00edtulo na hist\u00f3ria da moderna arquitetura paranaense.<\/p>\n<p align=\"justify\">A fase de reformula\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"justify\">As pol\u00edticas de reestrutura\u00e7\u00e3o capitalista fomentaram e amplificaram o sentimento de crise global de valores e projetos de vida na d\u00e9cada de 80. Em resposta, seguiu\u00b7 se um conjunto de debates e a\u00e7\u00f5es que permearam todos os campos e rinc\u00f5es da atividade humana. A incompleta redemocratiza\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira revelou a face inacabada da nossa cidadania. Crises ambientais e sociais avolumaram\u00b7 se nas agendas pol\u00edticas e sociais. A arquitetura n\u00e3o escapou a essa reviravolta, com os profissionais e estudantes mobilizando\u00b7 se na tentativa de recuperar os anos perdidos atrav\u00e9s de suas entidades e f\u00f3runs representativos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os ventos reformistas atingiram o CAUUFPR impulsionando a retomada dos debates sobre arquitetura e a qualidade do ensino. Discuss\u00e3o que se drenava internamente pelos pr\u00f3prios professores desde 1982 (quando se fez uma avalia\u00e7\u00e3o geral dos 20 anos do curso). \u00c0 conjuntura aberta pelo afastamento da maior parte dos quadros pioneiros do curso somou\u00b7 se a portaria N\u00ba 1770\/94 do MEC, estabelecendo o novo curr\u00edculo m\u00ednimo para a \u00e1rea de Arquitetura e Urbanismo. Estavam criadas as condi\u00e7\u00f5es para que uma comiss\u00e3o de professores e estudantes, reunindo\u00b7 se entre 1994 e 1995, apresentasse uma proposta de restrutura\u00e7\u00e3o curricular. Uma vez aprovado o novo curr\u00edculo, iniciou\u00b7 se a sua implanta\u00e7\u00e3o no ano letivo de 1996.<\/p>\n<p align=\"justify\">Entre as mudan\u00e7as propostas o redesenho do tronco principal de ensino de projeto a partir de diretrizes que redefiniram a estrat\u00e9gia pedag\u00f3gica do curso, que em s\u00edntese referiram\u00b7 se \u00e0:<\/p>\n<blockquote>\n<p align=\"justify\">\u00b7 Potencializar o que se reconheceu como uma heran\u00e7a ou marca caracter\u00edstica dessa escola, cuja \u00eanfase do ensino voltava\u00b7 se para a qualidade da atividade pr\u00e1tica de projeto;<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00b7 Tornar sistem\u00e1tica a vincula\u00e7\u00e3o da escola com a cidade de Curitiba e o seu entorno;<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00b7 Afirmar o ateli\u00ea de projeto como a espinha dorsal do processo de forma\u00e7\u00e3o do arquiteto, estruturando o curr\u00edculo do curso atrav\u00e9s do conjunto de atividades de pr\u00e1tica de projeto reorganizadas a partir do conceito de projeto integrado de arquitetura, paisagismo e urbanismo;<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00b7 Fomentar uma pol\u00edtica de qualifica\u00e7\u00e3o dos professores em sintonia com a discuss\u00e3o de linhas de pesquisa, objetivando a estrutura\u00e7\u00e3o e oferta de cursos em n\u00edvel de p\u00f3s\u00b7 gradua\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00b7 Organizar a participa\u00e7\u00e3o de outros Departamentos, visto como necess\u00e1rio para a garantia do car\u00e1ter universit\u00e1rio da forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, na forma de disciplinas integradas. Inclusive para que seus programas admitissem uma modula\u00e7\u00e3o na distribui\u00e7\u00e3o do conte\u00fado e com isso cronogramas de ensino mais convenientes.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"justify\">As diferentes posturas e suas variantes descritas anteriormente refletem tanto o embate ideol\u00f3gico como o est\u00e1gio de constitui\u00e7\u00e3o de campos de conhecimento e saber profissional. E, portanto, tais posicionamentos podem ser identificados nos conte\u00fados e estrat\u00e9gias de ensino e aprendizagem que estruturaram os diversos curr\u00edculos escolares. Que no caso da escola de arquitetura em Curitiba relaciona\u00b7 se \u00e0s seguintes particularidades:<\/p>\n<blockquote>\n<p align=\"justify\">\u00b7 O CAUUFPR foi simult\u00e2neo \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es arquitet\u00f4nicas e urban\u00edsticas vividas no processo de urbaniza\u00e7\u00e3o e metropoliza\u00e7\u00e3o da cidade, onde seus professores e alunos tiveram papel relevante no desenho do ambiente curitibano e a cidade de Curitiba foi seu laborat\u00f3rio;<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00b7 Os arquitetos formados nessa escola militaram simultaneamente em fun\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa na universidade, de projetistas em seus escrit\u00f3rios e ag\u00eancias p\u00fablicas, e na dire\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de organismos e pol\u00edticas oficiais, postos de atua\u00e7\u00e3o decisivos para traduzir os anseios e necessidades da popula\u00e7\u00e3o em propostas de a\u00e7\u00e3o edific\u00e1veis;<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00b7 O conhecimento arquitet\u00f4nico sobre o edif\u00edcio, a cidade e a paisagem identific\u00e1veis nos projetos e interven\u00e7\u00f5es que transformaram o ambiente da metr\u00f3pole n\u00e3o representam uma simples c\u00f3pia ou adapta\u00e7\u00e3o dos paradigmas e estilos arquitet\u00f4nicos em voga \u00b7 eles s\u00e3o a cultura de refer\u00eancia de nossos aprendizados;<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00b7 O dom\u00ednio do desenho \u00e9 o que caracteriza a especificidade do arquiteto frente as seus pares e interlocutores na sociedade local e nacional, correspondendo \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o e \u00e1 cultura do ensino dessa mat\u00e9ria em nossa escola e \u00e0 legitima\u00e7\u00e3o social desse campo de atua\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"right\">Prof. Paulo Chiesa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Paran\u00e1 (CAUUFPR) foi constitu\u00eddo em 1962\/63 num momento singular da hist\u00f3ria do pa\u00eds. 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